O fim do home office: quais os sentimentos de quem voltou ao trabalho presencial?

Qualidade de vida

O home office foi uma das grandes mudanças que a pandemia trouxe para o mundo do trabalho. Milhões de profissionais tiveram que se adaptar ao trabalho remoto, com todas as suas vantagens e desvantagens. Mas, aos poucos, a vida corporativa tenta voltar ao novo normal. Algumas empresas já anunciaram a volta gradativa dos funcionários aos escritórios, seguindo protocolos de saúde e segurança. Mas como está sendo essa transição para quem se acostumou a trabalhar de casa? Quais são os sentimentos, os desafios e as expectativas de quem voltou ao trabalho presencial?

Os benefícios do home office

Para muitos profissionais, o home office foi uma oportunidade de ter mais flexibilidade, autonomia e equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Segundo uma pesquisa da consultoria KPMG, 52% dos profissionais entrevistados afirmaram que o trabalho remoto aumentou a sua produtividade e a qualidade do seu trabalho. Além disso, permitiu economizar tempo e dinheiro com deslocamentos, alimentação e vestuário, além de reduzir o estresse e a poluição.

O home office também abriu novas possibilidades de carreira e empreendedorismo. Muitos profissionais aproveitaram a oportunidade para mudar de cidade, de país ou de área de atuação, buscando novos mercados e clientes. Outros investiram em novos negócios, aproveitando a economia com infraestrutura e despesas fixas.

Os desafios do home office

Por outro lado, o home office também trouxe uma série de desafios e dificuldades para os profissionais. Um deles foi a falta de estrutura adequada para trabalhar de casa, como espaço, mobiliário, equipamentos e internet. Outro foi a dificuldade de separar o ambiente doméstico do profissional, lidando com as interrupções, as distrações e as demandas familiares. Muitos profissionais relataram problemas de saúde física e mental, como dores, cansaço, ansiedade, depressão e isolamento social.

A comunicação e a colaboração também foram afetadas pelo trabalho remoto. Muitos profissionais sentiram falta do contato presencial com os colegas, os gestores e os clientes, que facilita o alinhamento, o feedback, o reconhecimento e o relacionamento. Alguns também enfrentaram dificuldades para se adaptar às ferramentas e aos protocolos digitais, que exigem mais clareza, assertividade e frequência. Além disso, o trabalho remoto demandou mais disciplina, organização e gestão do tempo, para evitar a procrastinação, a sobrecarga e a invasão da vida pessoal.

A volta ao trabalho presencial

Diante desse cenário, muitas empresas decidiram retomar o trabalho presencial, pelo menos parcialmente, acreditando que isso pode trazer benefícios para a cultura, a inovação e os resultados da organização. Segundo uma pesquisa da empresa de headhunting Korn Ferry, 70% dos executivos entrevistados afirmaram que o retorno ao ambiente de trabalho será “difícil”2. Isso porque a volta ao escritório envolve uma série de sentimentos, como medo, ansiedade, resistência, saudade, expectativa e esperança.

Para alguns profissionais, a volta ao trabalho presencial pode ser uma oportunidade de retomar a rotina, o convívio e a normalidade, recuperando a motivação, a criatividade e o aprendizado. Para outros, pode ser uma fonte de estresse, de frustração e de perda, tendo que abrir mão da flexibilidade, da autonomia e do equilíbrio que o home office proporcionou. Por isso, é importante que as empresas façam uma transição gradual, segura e participativa, respeitando as necessidades, as preferências e os perfis de cada profissional.

O futuro do trabalho

O que se espera para o futuro do trabalho é que não haja um modelo único e definitivo, mas sim uma diversidade de opções que possam atender às diferentes demandas e realidades de cada empresa e de cada profissional. Segundo uma pesquisa da IBM, 81% dos profissionais entrevistados preferem um modelo híbrido de trabalho, que combine o trabalho presencial com o trabalho remoto, de acordo com a conveniência e a necessidade de cada um3.

O modelo híbrido pode trazer o melhor dos dois mundos, aproveitando os benefícios e minimizando os desafios do trabalho presencial e do trabalho remoto. Mas, para isso, é preciso que haja um planejamento, uma comunicação e uma gestão eficazes, que garantam o alinhamento, a colaboração e a produtividade da equipe, independentemente do local de trabalho. Além disso, é preciso que haja uma cultura, uma liderança e uma infraestrutura que apoiem e valorizem a flexibilidade, a confiança e a autonomia dos profissionais.

Conclusão

O retorno ao trabalho presencial é um processo repleto de sentimentos e desafios. Embora o home office tenha suas vantagens, a importância de estar fisicamente presente no local de trabalho é inegável. A interação pessoal, a colaboração e a estrutura oferecida pelo escritório são elementos essenciais para uma gestão eficaz de resultados.

A transição do home office para o trabalho presencial pode ser desafiadora, mas também oferece oportunidades significativas de crescimento e desenvolvimento. Com uma abordagem certa, os trabalhadores podem aproveitar ao máximo essa mudança.

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